2 de julho de 2010

Infinita Highway

Você me faz correr demais os riscos dessa highway. Você me faz correr atrás do horizonte desta highway. Correndo, correndo, correndo. Mal posso esperar para ver o horizonte desta highway. Minhas mãos batem no volante, minha voz dança por dentro do carro com o som do rock dos anos '60. Não ninguém por perto, um silencio fora do carro. Ouve-se ate o vento cantando bem baixo, as árvores sussurrando absurdos no ouvido das outras. Eu e você sozinhos na highway, indo para qualquer lugar, que nem nos sabemos onde fica. Mas devo-lhe dizer, não precisamos saber para onde vamos, e sim, que vamos. Não queremos ter o que não temos, e amamos o que temos, nos queremos viver. Eu, você e a nossa highway. Quando eu vivia e morria todos os dias na cidade eu não tinha nada a temer, hoje, sozinhos nesta highway, temo apenas em te perder. Eu posso ver o horizonte tremulo. As placas me dizem não corra, não morra, não fume. Eu fumo, ah, eu fumo. Eu corro. Eu não morro. Morrer pra que ? Vamos ser felizes, minha garota, correndo pela infinita highway.