26 de julho de 2010

Quando voce respira...

...eu quero ser o ar pra voce. E la vinha voce, tao radiante que era capaz de ofuscar o brilho do Sol. Minha boca teimou ate me fazer sorrir, so nao tao radiante quanto voce. Voce se aproximou de mim e da arvore na qual eu estava encostada e pegou em minha mao. Meu corpo inteiro se arrepiou, e parecia que haviam borboletas no meu estomago. "Oi." Eu disse quase sem voz. "Ola, minha pequena." E voce ainda sorria. Tao lindo. Foi me puxando ate que sentassemos em um dos bancos branquinhos na pracinha. Nao sei se deveria dizer, mas... "Eu estava com saudades." Desviei os olhos dos seus. "Nao tanto quanto eu." Isso me fez sorrir e voltar os olhos para voce. Seus olhos brilhavam tanto, o azul do ceu pareceu tao comum, o vermelho das rosas tao sem cor. "O que ha? Ha algo de errado com meus olhos?" Voce ria. Eu lhe mostrei a lingua. "Nao, nada de errado. Eu apenas me perco nos seus olhos castanhos tao lindos." Eu acho que corei. "Olha, seria um tomate, ou uma rosa vermelha?" Voce estava rindo maravilhado. E eu escondendo-me nas mangas do meu casaco azul bebe. Fiquei em silencio. "Olhe pra mim, meu anjo." Voce me segurava pelo queixo. Olhei. "Se eu disser que haviam borboletas em meu estomago quando voce chegou, voce acreditaria?" Mordi o canto do meu labio. "Claro que sim, essas borboletas sempre estao comigo quando voce esta aqui." Voce nao tirava o sorriso dos labios. "E uma sensacao tao estranha, e boa ao mesmo tempo, entende?" "Entendo, entendo muito bem. E a melhor sensacao que eu ja senti." Eu apenas sorri, meus olhos estavam presos a terra. "Eu te amo." Sei que nao era necessario dizer ja que meus olhos diziam isso a todo momento. "Eu te amo mais do que qualquer outra coisa no mundo. Eu te quero perto de mim, eu preciso de voce muito mais do que eu preciso do ar que eu respiro. Eu preciso respirar voce pra viver, eu sinto a necessidade de proteger voce so pra mim." Corei denovo, mas dessa vez senti minhas bochechas fervendo. Voce me deixou sem graca novamente, como sempre faz, com poucas coisas que fala. "Meu tomatinho, minha pequena, meu amor, minha vida." Eu estava, com certeza, um verdadeiro molho de macarrao. "Por que voce faz isso?" "O que eu fiz?" Voce estava confuso. "Voce sempre me deixa sem graca, sempre me diz coisas porque sabe que eu fico assim. E o pior, eu jamais diria algo assim pra voce." "Voce nao precisa me dizer nada. Eu sei que voce me ama, eu sei que voce precisa de mim tanto quanto eu de voce. Entao so fique comigo, pra sempre. Sera o bastante." "Pra sempre."