29 de setembro de 2010

I see your eyes

youre barely sober
I hear your voice
You´re calling out from me to you
I pour a drink
You´re moving quick
(Inside Of You - The Maine)
        Eu achei que tudo ficaria bem quando você disse aquelas três palavrinhas. Três palavrinhas que eu nunca senti que fossem tao minhas como desta vez. Eu vi estrelas em um dia ensolarado, vi folhas ao chão na primavera e senti calor no inverno. Eu quis, mais que todos os momentos da minha vida, olhar pra você. Sentir que você era realmente meu e que nada, e nem ninguém, mudaria isso. Eu queria deitar com você na minha cama pequena de solteiro, e dormir agarradinha com você por toda a noite e por todo o dia. Eu queria sentir seu nariz passeando por meu rosto, minhas mãos te fazendo carinho como sempre sonhei em fazer. Eu me enganei quando achei que tudo estava bem.
        Eu fechei os olhos com forca, esperando que o pesadelo acabasse. Não acabou. Talvez não fosse um pesadelo. Eu quis gritar. Quis gritar pra que o mundo inteiro escutasse o quanto eu te amo, o quanto eu sinto sua falta. Não o fiz. Limitei-me a chorar baixo, encharcando meu travesseiro de lágrimas. Eu quis ter um sonho bom com você, onde você viria em minha direcao dizendo que tudo ficaria bem, que você estaria comigo todos os dias. Mas eu não dormi. Como dormir se, toda noite, eu tinha um boa noite seu? Você dizia que era impossível desligar o telefone quando eu fazia aquela voz quase suplicando que ficasse, nem que por mais dois segundos. Por mais que você dissesse que precisava desligar, eu sei, você nunca quis.
        Na noite seguinte o telefone não tocou. Meu coração não disparou e nem minhas mãos transpiraram. Eu não sorri e muito menos gargalhei. Eu não senti. Ou melhor, a única coisa que eu sentia era saudade de um tempo que não voltaria. Saudade de noites que eu não passaria outra vez. Saudade de alguém que preferiu ir, e me deixar aqui, sozinha, obrigada a viver de cartas, fotos e gravacoes de telefone. Ate que a gravação que eu fiz quando você disse a coisa mais linda que alguém havia me dito, serve agora. Eu sobrevivo graças a ela.
        Eu quis, por inúmeras vezes, ir na sua casa. Iria bater na porta, e dizer, Oi, eu vim aqui dizer que.. bom, eu sinto sua falta. E bom... eu te amo!, talvez eu devesse, mas não o fiz. Nunca. Aprendi a respeitar a vontade dos outros, por mais que me fizessem mal. Eu sempre te amei o o suficiente, mas descobri que eu te amava o bastante para te deixar ir, e se, você quisesse, voltaria. Meu erro foi crer que você iria voltar. Mas eu não culpo você, o erro foi meu, talvez eu não seja a dona da razão como você sempre dizia. Talvez eu não fique linda com vergonha como você sempre dizia.
        Talvez você não me conhecesse o bastante para achar que, por loucura, simplesmente por loucura, hoje eu estaria aqui, na sua secretaria eletronica, dizendo essas coisas. Dizendo que, por mais que o tempo tenha passado, mesmo que você não sinta mais o mesmo de antes, eu continuo irrevogável e indiscutivelmente apaixonada por você.

25 de setembro de 2010

She think

I'm crazy
Judging by the faces that she's making
And I think she's pretty
(I Must Be Dreaming - The Maine)
        Era tão fácil rir conversando com você. Eu lembro que eu tampava meus olhos com a ponta das mãos pra imaginar a cara que você estava fazendo ao falar. Você ria e me chamava de louca. Eu dizia que era louca por você e ficava vermelha. Você ria e me beijava.
        Sempre foi fácil demais chorar com você quando eu tentava, mais que tudo, encontrar palavras que descrevesse o meu sentimento. Eu chorava por saber que era grande, não sabia o quão grande era. Eu chorava quando você ia embora e quando você voltava. Eu chorava quando brigávamos e quando não nos víamos. Eu chorava por estar tão longe de você e chorava sempre antes de dormir, com medo do que poderia acontecer. Mas ai vinha você com aquele seu sorriso que me fazia ser a garota mais feliz, se não do mundo, pelo menos de certa parte dele.
        Era fácil conversar com você, era fácil dizer o que eu pensava, fácil demais. Sempre pensei duas ou ate três vezes antes de fazer alguma coisa, qualquer coisa. Eu não penso nem uma vez quando e pra te ligar. Quando e pra ir ai pra saber como você esta quando você não atende o celular. Eu não pensei nenhuma vez quando descobri que te amava assim. Podia ou não podia? Fato que não podia. Mas eu sempre gostei de fazer coisas que eu não podia fazer. Nunca fiz, mas eu gostava. E você foi a primeira coisa. E eu não me arrependo, nunca.
        Eu agora queria ouvir três palavrinhas suas que fizessem meu dia melhorar. Que fizesse o sol nascer pra mim, que fizesse o azul do céu deixar de se esconder atrás daquelas nuvens. Eu queria que você estivesse aqui e fizesse tudo voltar a ser como antes. Será que se eu falar com as estrelas, elas trariam você de volta? Eu sei que não posso sobreviver apenas com a sua voz na secretaria eletrônica, o com nossas fotos, ou indo na sua casa quase todo dia, deitando na sua cama e, no auge da minha loucura, achar que você vai entrar pela porta e deitar comigo.
        Eu sei que você não vai voltar, eu sei que eu devo aceitar e aprender a conviver com a sua ausência. Eu vou chorar todas as noites, mas por saudade. Saudade de tudo que passamos juntos e do que ainda passaríamos, se você não tivesse partido. Mas eu desculpo você, mocinho, e eu ainda vou estar junto de você. Por que sabe aquela historia de amor eterno? Bom, eu conheço um casal que se ama muito, e mesmo que a longa distancia os separe, um dia eles vão ser felizes de novo. E seja onde for, eu vou estar com você e continuar te fazendo feliz. Para sempre.

23 de setembro de 2010

I'm closing

your blinds
I'm shutting your eyes
And now I
I'm afraid I have to go (Not A Second To Waste - A Rocket To The Moon)
        A chuva estava forte, mas não tão forte que pudesse tirar seu sorriso. E então eu vi seus olhos olhando os meus, desejando encontrar uma resposta qualquer. Entre, vamos!, dizia você a beira do táxi amarelo, tão amarelo quanto a parede da nossa casa. Ou pelo menos da casa que queríamos ter. Olhei para o relógio, marcava 23pm. A chuva nem esta tão forte assim, eu disse. Talvez, se eu tivesse pensado uma ou duas vezes antes de falar isso, tudo estaria bem.
Apenas vi quando o táxi e você pulavam e pulavam e pulavam e pulavam, destruindo tudo pela frente. Tudo. Meu coração quis não acreditar nos meus olhos. Eu quis não acreditar. Eu quis. As vezes, querer não e o suficiente. As vezes, você tem que querer mais que tudo, e fazer.
        Um bip do monitor do quarto azul do hospital nunca me deixou tão aflito. E todo aquele azul, eu nunca quis tanto sair de um lugar tão azul assim. Você dormia um sono tão profundo, que, se o mundo caísse, você não acordaria. E você não acordou.
        Pela primeira vez em anos eu não enxerguei um chão sob meus pés. Eu não sentia um coração batendo aqui dentro, uma veia pulsando, uma respiração acelerada. Nada. Eu não vi brilho nos olhos ou uma reclamação por ter deixado a toalha em cima da cama. Não vi ninguém ao meu lado dormindo tao lindamente que eu poderia passar o resto dos meus dias assim, observando-te dormir. Eu não vi mais nada, ate que acordei.
        Você dormia tranquilamente ao meu lado, e faltou pouco para eu pular da cama, como se houvesse visto um fantasma, como se não fosse você ali, ao meu lado, dormindo. Eu devo ter sonhado, pensei, mas e claro. Que sonho mais louco. Mas parecia tão real, tão doloroso. E eu lembro do começo, do meio e do final. Todo sonho que se preze, esconde seu inicio. Sempre.
        Você acordou e me olhou assustada, como se perguntasse, com os olhos, o que tinha acontecido. Estou bem, ou pelo menos vou ficar bem, prometi. Talvez não tivesse prometido. Seria melhor. E o dia ocorreu normalmente, ou talvez, quase. Era realmente incrível, eu havia vivido tudo aquilo. Tudo. Peguei um táxi assim que sai do escritório e reconheci o taxista. Era o mesmo que havia levado Anne no dia do acidente do meu sonho. Ou do meu deja vu. Seja la o que tenha sido aquilo. Ele me olhava como se... como se soubesse. Então ele começou a falar...
       "Sabe, em alguns momentos em nossa vida, nos tomamos decisões que... nos fazem repensar, e, infelizmente, repensamos quando e tarde demais. Corra atrás do que você quer. Se você tiver a oportunidade, desejada oportunidade, de fazer tudo outra vez. Faca. Porem faca diferente. Faca melhor, faca o que seu coração mandar."
        O senhor simpático, porem estranho, piscou pra mim e sorriu. Eram 16pm, eu deveria fazer tudo diferente. Então fui para casa, peguei você pelo braço e nos saímos andando pelas ruas de New York. Você sorria aquele seu sorriso radiante, que me fazia sorrir também. Você me abraçava e me beijava como se fosse a primeira vez. Eu desejei que isso nunca tivesse fim. Andamos, conversamos como nunca, nos amamos e fomos felizes. Tao felizes como temos sido por anos.
        Voltamos aquela rua, aquela calcada. E a chuva, tão forte como da primeira vez, a fez levantar a bolsa sobre a cabeça. Olhei a minha volta. Estava acontecendo de novo, eu estava tendo uma chance de mudar o meu futuro. O seu, o nosso. Olhei você a beira do táxi. Entre, vamos!, você disse, rindo. Entrei. O taxista era o mesmo. Olhei no relógio do painel, 23pm. Olhei o retrovisor do taxista, ele me olhava. E fez um gesto com a cabeça que eu não entendi. Mas como se eu tivesse entendido, abracei a Anne, abracei-a forte, o mais forte que pude. Joguei-me por cima dela. E não vi mais nada.
        O monitor do quarto amarelo do hospital da esquina da Primeira com Amistad, nunca me deixou tão aflita. Você dormia um sono tão profundo, que se o mundo caísse, você continuaria dormindo. E assim foi. Você dormiu um sono eterno. E, pela primeira vez em anos, eu me vi sem chão. Me vi sem as toalhas sobre a cama, sem suas risadas, seus beijos e carinhos. Pela primeira vez em anos, eu me vi sem você. E eu odiei isso. E odeio ate hoje. Mas eu prometo, Nick, eu vou continuar vivendo. Ou melhor, sobrevivendo. Mas eu nunca, eu disse nunca, Nick, eu nunca vou amar, nem vou rir, ou sorrir, ou brigar por uma toalha sobre a cama, ou vou ficar sem chão como desta vez. Porque, Nick, eu passei tudo isso com voce. E nada disso faz sentido se nao for com voce. E, Nick... você foi, e, e sempre será o amor da minha existência.
Baseado no filme "Antes Que Termine O Dia.".

20 de setembro de 2010

Part of me died

when I let you go
I would fall asleep only in hopes of dreaming
That everything would be like it was before
But nights like this it seems are slowly fleeting
They disappear as reality is crashing to the floor (Blind - Lifehouse)
        Escrevi todos os meus sonhos, não tantos assim, em papeis pequenos e coloridos. Enrolei-os e amarrei com uma fitinha branca de cetim, e os guardei em um pote alto, gordinho e simpático de vidro. Fechei o pote com toda forca que pude. Escrevi em um outro pedaço de papel qualquer o que eram aqueles papeis. Sonhos. Colei na frente do pote e pus no lugar mais alto do meu quarto, na prateleira mais alta onde quase podia-se tocar as estrelas brilhantes que havia no teto.
        Uma vez me perguntaram se eu tinha sonhos, quantos deles e se eu já havia realizado algum. Lembrei do lugar mais alto do meu quarto, do pote que eu havia esquecido. O abri e procurei os papeis cujo os sonhos já haviam sido realizados. Poucos. Dois. No papel amarelo, escrito por uma caneta preta, estava escrito o seguinte:
"Quero um dia ser tao feliz como quando criança."
        Claro, eu seria hipócrita se dissesse que eu era a pessoa mais feliz do mundo. Nao era. Pelo menos nao quando voce nao estava por perto. Entao lembrei-me de quando passavamos horas ao telefone, toda noite, dizendo tudo, conversando sobre nada. Voce me fazia rir da maneira mais alegre que eu podia. Fazia-me rir apenas por dizer gostar do meu riso, do meu sorriso. Voce sempre soube me fazer feliz. No papel azul bebe, escrito por uma caneta azul marinho, dizia isso:
"Quero sofrer por amor, porem perceber que esse amor e o unico e verdadeiro. E ser feliz com ele. Junto dele. Pra sempre."
        Voce me fez chorar pela primeira vez quando disse que o melhor para mim seria que voce partisse. E eu chorei. E como chorei. As paredes do meu quarto nunca me ouviram gritar tanto, desesperadamente, pra que alguma coisa, qualquer coisa, o fizesse mudar de idéia, o fizesse vir pra mim. No dia seguinte, com os olhos inchados, percebi que voce era o amor da minha vida. Aquele com que eu gostaria de passar anos, ou ate mesmo o resto dos meus anos com voce. Aquele que me faz esquecer de mim, e pensar so nele. Claro, posso nao estar junto a voce como eu queria, como eu desejei, mas voce faz com que eu te sinta tao presente. Quando voce fala, e como se voce estivesse aqui ao meu lado, dizendo ao pe do meu ouvido. E o pra sempre? Bom, eu pretendo construí-lo com voce.
        De inumeros, ou melhor, uma duzia de papeis coloridos dentro do pote, realizei, ainda sim, parcialmente, e com voce, dois dos meus sonhos. Devo-lhes completamente a voce por ter entrado em minha vida por acaso, de acordo com voce mesmo, e por me fazer tao feliz todas as noites. No papel verde, escrito com caneta prateada, fiz um desejo, talvez o que eu mais queira que se realize a partir destes dois.
"Que o meu amor me ame tanto e pra sempre, assim como eu o amo e amarei."
        E uma pena, realmente, que esse desejo nao dependa de mim. Posso ate dizer que o meu futuro esta nas suas maos. Que a minha felicidade depende de voce. Ha quem diga, e eu ate concordo, que eu devo ser feliz independentemente de qualquer outra pessoa. Voce nao e qualquer outra pessoa. Sinto como se fizesse parte de mim, como se houvessem pego seu coracao e colocado ao lado do meu. Agora eu poderia ouvi-los bater juntos, em sincronia. Poderia.
        No dia dezenove de setembro de 1998, percebi que ele nao estava mais aqui. Talvez voce houvesse dado a outra pessoa, que precisasse mais do que eu. Mas percebi que nao ha outra pessoa que o precise mais do que eu. Entao convenci a mim de que teria que procurar minha felicidade sozinha, ja que voce resolveu ir e dar seu coracao a outra. Ou outro.
        Hoje eu abri o pote, e retirei o papel verde. Li e reli. Voce se foi, mas sei que onde quer que voce esteja, voce vai me amar tanto e pra sempre, assim como eu. Eu sei que voce nao me deixou por vontade propria, sei que nao. E sei que voce sabia que eu entenderia o motivo de ter emprestado eternamente seu coracao a outro. Que, real e visivelmente, precisaria muito mais do que eu. Alias, voce pode estar em um lugar muito mais nobre que ao lado do meu coracao. Talvez nele mesmo.

I can feel

her breath as she's sleepin' next to me
Sharing pillows and cold feet
She can feel my heart, fell asleep to its beat
Under blankets and warm sheets (Like We Used To - A Rocket To The Moon)
      A xícara com a mancha marrom de café ainda esta caída sobre a pequena e redonda mesa de vidro. Minhas mãos abraçadas, literalmente frias, repousam sobre um caderno qualquer com um texto qualquer que eu tenha escrito a qualquer hora atrás. As olheiras tão profundas quanto eu jamais havia visto antes. E a dor, ah, essa eu nem me atrevo a descrever.       Minha blusa marfim manchada ligeiramente de café não aquece tanto quanto seu corpo ao meu. Cada canto, cada roupa minha, cada flor por mais simples que seja, sente falta de você. Eu sinto falta de você. E como eu, uma mera mortal vivendo nesse mundo de loucos apaixonados, poderia não sentir falta de você? Não querer você por perto? A xícara, se pudesse, gritaria por ajuda. Seu desejo e levantar-se dali, guardar mais um pouco de café, não uma mera mancha. Queria eu ser uma xícara. Não precisaria falar, pensar, andar, ficar ali, parada sobre a linda toalha de renda no café da manha. Eu, se pudesse, gritaria. Porem, minha garganta se fechou quando ouvi o barulho da porta se fechando.       Aquela nossa canção tocou tão suavemente no radio baixo, que tomou conta da minha cabeça. Eu gostaria de saber, ela ouve suas musicas preferidas? Ela canta junto com você toda noite ao telefone? Ela o faz sentir-se invencível a cada palavra dita? Eu espero que ela o faca feliz, como você me fez, e ainda faz em meus sonhos. A nossa casa esta aqui, sentindo sua falta. A cama que costumávamos dormir juntos, toda noite, esta vazia sem você, como tudo por aqui. Você me promete que se isso for o melhor pra você, você não vai jogar fora pela janela? Eu estarei aqui, caso você queira voltar. Eu, a xícara, a cama, as flores, e todo o resto. Mas esta bem, isso acontece todo o tempo e, olhe, você esta em minha mente. Pra sempre. E se, por acaso, quiser voltar, a chave esta debaixo do extintor de incêndio, como sempre.

19 de setembro de 2010

"Alô?"

"Oi."
"Bom tarde, amor."
"Bom dia, ainda e dia."
"Mas já são mais de 12h00, a manha já se foi."
"Já disse, pra mim ainda e dia. Então, bom dia, meu anjo."
"Bom dia, vida."
"Dormiu bem? Sonhou comigo? Ah, como você esta?"
"Ok, dormi otimamente bem depois de passar um longo tempo de olhos fechados imaginando você aqui. E sonhei com você aqui. Você vinha em minha direcao tão radiante, como se.. como se estar comigo fosse a coisa-mais-necessária-e-desejada por você. Você sentava ao meu lado, alisava meu rosto sem tirar aquele sorriso dos lábios. Você dizia que me amava e não viveria, jamais, sem o meu amor. Você deitava comigo, e dormíamos um sono profundo. E ah, quem, neste mundo de loucos e sonhadores, não estaria bem depois de um lindo sonho como este?"
"Você e louca."
"Se ser louca esta incluído ser perdidamente apaixonada por alguém mais louco que eu. Sim, sou completamente, irrevogavelmente aloprada."
"Minha linda, como eu senti saudade dessa sua risada."
"Amor, nos nos falamos ontem de madrugada. E você me fez rir bastante, como sempre."
"Primeiro: Sinto saudade de você a cada minuto distante. Segundo: Você ri de tudo."
"Rio por que sou feliz. E se sou feliz a culpa e sua. "
" Será que posso ser preso por isso?"
"Seu bobo, só se preso quer dizer ser meu pra sempre."
"Eu cometeria todos os crimes por uma prisão como esta."
"Para!"
"Olha, uma pimentinha!"
"Amor..."
"Ta, ta, eu paro."
(Silencio.)
"Ei."
"Oi, amor?"
"To com medo."
"Medo de que?"
"Medo de... Promete que não vai brigar comigo?"
"Prometo, prometo. Agora diz."
"Eu to com medo de você não me querer mais."
"Amor... isso não vai acontecer. Não fala besteira."
"Desculpa, e que... eu só tenho medo. Eu não sei o que eu faria, entende..."
"Mas e se, um dia, eu não quiser mais?"
(Silencio.)
"Fala, amor."
"Eu não sei, não quero falar sobre isso."
"Amor?"
"Sim?"
"Estar ai com você e a coisa que eu mais desejo em toda a minha vida. Eu amo você mais do que qualquer outra coisa e eu jamais viveria sem o seu amor. Jamais. Você e o seu amor aso tao essenciais pra mim quanto o ar que eu respiro ou quanto a agua que eu bebo, e eu não sei o que eu faria sem vocês."
"Eu... eu sei que e cliché, mas eu vou amar você pelo resto dos dias da minha vida. E eu também não sei o que faria sem você, e sem o seu amor."
"Vida, minha vida, eu jamais vou deixar de te querer. De te amar. De te precisar."
"Eu te amo muito. Muito, muito, muito."
"Eu sempre vou te amar."
"Tenho que desligar, tão batendo na porta."
"Ta certo, minha linda. Juízo, e se cuida."
"Você também amor, muito juízo. Beijo."

8 de setembro de 2010

We're perfectly,

imperfect.
É como se ele nunca escutasse o que eu falo. Como se, a cada declaração, ele apenas fechasse os ouvidos. A mente dele sempre esta em algum lugar longe daqui, um lugar que eu jamais encontraria. É como se todo o meu esforço não fizesse sentido quando ele não faz questão de me ver, mesmo ali, frente a mim. Como agua e vinho, sol e lua, somos como estrelas diferentes, completamente imperfeitos, mas perfeitos um para o outro, então... eu não mudaria nada. Pois o mais diferente, o mais difícil, pode ser o mais verdadeiro.

5 de setembro de 2010

I just wanna make

you happy. But I'm never gonna be good enough for you. I can't pretend that I'm allright. (Perfect - Simple Plan)
Desculpa, digo, mas é que se eu não te disser isso agora, vou perder toda a minha quase nenhuma essência, talvez eu até não consiga dizer mais nada, nunca mais, eu não tenho culpa, não me entenda mal, e muito menos bem, eu apenas preciso lhe dizer, pois essa vontade quase simples minha de tagarelar ao telefone pode, uma hora ou outra, desaparecer, e quem sabe você jamais ouvira nenhum boa noite se quer de mim, então eu peço, fique quieto e me escute: Eu amo você.

3 de setembro de 2010

Our love,

would be forever
And if we die We die together
And lie, I said never Cause our love would be forever. (Neutron Star Collision - Muse)
      O relógio marca 10, e a cama ainda esta desarrumada. Ela parece triste, é como se ela soubesse que ninguém vai arruma-la, como se ela soubesse que não haverá ninguém rolando sobre ela, rindo tão alto que poderia superar uma opera. A xícara ainda esta sobre a mesa, metade vazia. Sabe a diferente entre mim e a xícara? Eu estou totalemente. O relógio agora marca 10:10. Eu costumava ficar feliz olhando horas iguais, simplesmente pela fantasia de achar que você estaria pensando em mim.
      Nos meus 24 anos de juventude, sempre dizia que era impossível amar eternamente, que era impossível um amor durar tanto tempo, ainda mais quando se ama sozinho. No dia seguinte que eu disse isso pela ultima vez, te conheci. Não me lembro mais de ter dito isso, e você nunca acreditava quando eu dizia que eu não acreditava no amor. Eu nunca entendi. Será que eu sou tão fácil de amar assim? Quero dizer, será que eu amo fácil? Ou será que você sabia que amor como o que eu sentia por você, você jamais encontraria novamente?! E tão difícil tentar decifrar você, ainda mais quando você não esta aqui. Alias, por onde anda você?       Eu apenas lembro de te ver saindo pela porta, com aquela sua mochila amarela que eu dei. Na sua bagagem havia tristeza e lágrimas. Eu sempre tive medo de te ver partir, mas nunca me imaginei vivendo esse medo. Tudo ao meu redor sente sua falta, inclusive eu. Quando eu olho para a escada eu te vejo descendo pelo corrimão, como uma criança levada, rindo como se nao tivesse nada com que se preocupar. Alguem precisa arrumar aquela cama desarrumada, e voce nao esta aqui. Alguem precisa arrumar meu coracao em pedacinhos, mas voce nao esta aqui. Eu preciso de alguem, mas voce nao esta aqui. Eu comecei a ouvir aquela musica que voce me mostrou. Eu devo estar ficando louca. Ou nao. Era o telefone. Era voce. - Alo? - Atendi. - Se eu pedir desculpas e disser o quanto eu sou louca por voce, voce deixa eu voltar? - Sua voz estava tremula, e voce parecia chorar. - Eu seria louco se disesse nao. - Consegui respirar. Sorri. E pude ouvir, embora sem som, o seu sorriso. - Eu te amo. - Eu sempre vou te amar.

Do you remember,

the nights we stayed up just laughing
Smiling for hours at anything?
Remember the nights we
Drove around crazy in love? (We'll Be A Dream - We The Kings)
Você se lembra das noites que ficávamos acordados, apenas rindo e sorrindo como dois bobos apaixonados ao telefone? Você se lembra de quantos planos fizemos pra nos dois, de quantas vezes imaginamos um futuro juntos? Lembra-se de quando você insistia pra que eu contasse sobre o que eu estava pensando quando ficava em silencio? E de quantas vezes eu lhe pedi que contasse!? Eu lembro que, ao falar com você ao telefone com a luz apagada e olhos fechados, era fácil demais imaginar você ao meu lado, dando-me a mão, e dizendo que ficaria pra sempre ao meu lado. Lembra da promessa de nunca me deixar? Ela se foi junto com você e sua mochila cor de abóbora. Eu vi você partir e não pude dizer nada. Eu não pude impedir porque eu não sabia como. Sabia que, por mais que eu tentasse, você não desistiria dessa loucura. Eu tentei. Você não desistiu. E agora eu me encontro aqui, deitada, olhando para o teto, com o celular na mão. Não perdi e nem vou - embora não tendo certeza do amanha - a esperança de que você vai voltar pra mim, e fazer com que minhas noites voltem a ter a magia de antes.

1 de setembro de 2010

I'd give it all away,

if I could see you once again. (On a Lonely Night - A Rocket To The Moon)
Eu posso sentir a respiração dele dormindo ao meu lado. Meus pés gelados junto aos dele, e o cheiro dele no meu lençol. Eu posso escutar sua risada descendo as escadas e dando a mão ao meu sorriso. Posso ouvir sua raiva conversando com minhas lágrimas. Os seus ciumes são tão lindos quanto os meus, como você mesmo costumava dizer. Em algumas noites ao telefone, eu costumava dizer que você era tudo pra mim, eu fazia questão de dizer, por mais que você fingisse não acreditar. Eu posso ouvir aquela voz que você tem, aquela voz que fazia com que eu me sentisse livre, voando sob um lindo campo de rosas legitimas. Aquela voz inconfundível, que invadia minha cabeça e saia quando eu a escutasse de novo. A voz com que eu sonhei inúmeras vezes, sem ao menos precisar fechar os olhos. Eu posso ouvir sua voz me acordando dando um "bom dia" que eu jamais escutei antes, e que e a mesma voz que me da "boa noite" e que me faz dormir pensando em você. A voz que se tornou a trilha sonora da minha vida, que e exclusiva minha. Mesmo que você tenha me deixado pra ficar junto das estrelas, ela ainda continua sendo minha. Eu sinto tanta saudade de todas essas coisas que costumávamos fazer juntos, do jeito que você me fazia corar, do jeito que você ria de mim, do seu jeito, do jeito que eu era quando eu estava com você. Eu sinto tanta saudade, mas quando olho para as estrelas eu sinto você aqui, e então posso sentir todas essas coisas que costumávamos fazer. Ainda lembro do que você me disse quando se foi, nada nunca doeu tanto em toda a minha vida...
"Quando você olhar para as estrelas como você costuma fazer, meu anjo, eu estarei la. Eu estarei em todos os nossos lugares, em todas as nossas musicas, todas as fotos, as lembranças. Meu amor, eu estarei com você, eu lhe prometo." - E então você fechou os olhos, e dormiu um sono eterno.