(Apaixonar-)me-ei (se) na minha porta bateres e com rosas vermelhas sorrires para mim. Não, não só pelas rosas. Pelo cheiro das rosas, pela cor, tom, sabor e som que elas tem. Pelo teu sorriso. É, aquele que você sorri quando cora, quando abaixa a cabeça e estica os braços para mim. Abraça-me forte, anjo, bem forte, não se perca de mim. Não vá, e se for, volte. Não me importo com a hora, nem tampouco com o dia. Se não demorar, esperarei pela eternidade. E se você não voltar? E se voltar e depois for? O plano é pedir ao padre que troque o "até que a morte nos separe" pelo "por toda a eternidade", não é? E se não for por toda essa eternidade que nós tanto queremos? E se esse dia não chegar? E se por você eu me apaixonar? E se você não se apaixonar por mim? Talvez você esteja. Talvez eu esteja. Dá medo, não é? Apaixonar-se. E se não for para sempre? E se o para sempre durar dois meses ou cinco anos? E se não durar um dia? "Vai ter valido a pena.". É o que você falaria, eu sei. Clichê? Não, acho que o clichê anda tão sumido, sabe, tão perdido. Você resgatara o clichê para minha vida. Até que gosto, sabe, um pouco de clichê não faz mal. Só, por favor, não seja clichê quando chegar a manhã, não vá embora. Fique. Talvez possamos ser clichês juntos. E dizer coisas clichês um ao outro. Eu gosto de rosas, é, das vermelhas. Como aquelas que fizeram eu me apaixonar. Quem diria, apaixonar-me. Eu havia prometido a mim não me apaixonar por você. Não me apaixonar de novo. De-novo. Desamor. Não seja meu desamor, ando tão exausta de desamores. Seja meu amor. Meu para sempre, meu de-verdade, meu menino, meu anjo e melhor amigo. Seja o que eu preciso ter, sentir e tocar. Seja o que eu quero ter, sem deixar de ser você. Você consegue, não é, menininho? Não consegue? Eu sei que consegue. Você precisa conseguir. Eu te ajudo, prometo. Eu te ensino a ser quem eu preciso e você me ensina a ser quem você precisa. E aí a gente se completa, não é? E ficamos felizes? Quer ser feliz comigo? Acho que eu posso deixar algumas frescuras minhas de lado. Posso aprender a gostar um pouquinho do seu time, dos seus jogos de video game e alguns gostos estranhos que você tem para comida. Só não me deixe ter medo de me apaixonar por você. De me apaixonar outra vez. Sabe, na verdade mesmo, acho que o medo todo não é nem de me apaixonar, é mais de que você se torne um desamor como os outros. Sabe, desilusões e tudo mais? Nós podemos ser tudo o que quisermos, só não deixe que nos tornemos passado. Que sejamos presente, futuro. Como dizia o bom e velho Caio que a gente tanto ama, "Que sejamos doce. E seremos, eu sei.".
27 de julho de 2011
25 de julho de 2011
Carta ao passado.
Algum lugar no esquecimento, tanto de tanto de mil novecentos e tanto.
Nome do destina(o)tário,
Dizer-lhe-ei o motivo no qual envio esta adorável carta no fim desta. Devo-lhe dizer que amor para mim é tão relativo quanto gosto. Você gosta de futebol, eu gosto de computador. Você gosta dela; eu, bom, não é de você que eu gosto. Não posso dizer-lhe que não te amei. Amei, e como amei. Amei. Ei. É, você mesmo, cresça um pouco, seus quinze anos mais três não lhe fazem um homem. Você precisa mesmo aprender o que é ser homem, poderia te ensinar, acho que sou mais homem que você. É, tenho certeza.
Talvez você esteja se perguntando o porquê desta carta, já lhe disse, no fim. No fim. Argh, fim. Acho que o fim não deveria existir, não é mesmo? É, acho que você concorda comigo. Tudo deveria começar, só. Para que o fim, meu Deus? Para novas pessoas, novos acontecimentos? E por que não acontece tudo d'uma vez. Amores desamores desespero tristezas filhos casamentos namoros namorados adas mãos dadas. O fim deveria ser só a morte, sei lá, sabe. Mas talvez eu entenda Deus. É preciso algo terminar para que outro comece. Mas seria tão melhor se algo começasse enquanto o outro ainda nem terminou? Nossa, isso pouparia quase os sete bilhões de corações existentes no mundo.
As pessoas sofrem tanto com o término de algo e até que outro algo aconteça, dói tanto. Você sabe, né, Deus, como dói. Tantas noites conversei com o Senhor antes de dormir. "Tire esse menino da minha cabeça, Deus," - é, você mesmo - "eu não aguento mais.". Mas Ele nunca tirou. Quem tirou foi você mesmo. Você se deixou escapar de mim. Eu, com minhas mãos pequenas, fui incapaz de segurar-te em mim. Lástima, talvez seja esse o nome. Pensei tanto em como seria. Cheguei até a acreditar que daria mesmo certo. Talvez tenha dado, por uns cinco ou seis meses. Depois a gente se perdeu. A gente. Olha só como me refiro a você e eu agora. Sem nós. O nós se desatou por esses meses que passaram. Deixamos desatar.
Deve ser estranho olhar tanta coisa que antes me lembravam você e não sentir nada. Deve não, é. É esquisito ouvir uma música e lembrar que era a nossa música, mas só. Ao chegar a casa, não há mais você para dizer da música tocando no rádio. Não há nem mais música. Perdeu-se tudo. E culpo você, mas não só você. Culpo a mim por ter aceitado essa insanidade toda. In-sa-ni-da-de. Não há outra palavra para melhor descrever o que fomos. O que passamos. Eu sabia no que daria, mas deixei-me levar por seu jeito bobo. Bobo só no começo. Tornou-se tão igual, menininho, tão diferente do que era. Não sabia se sempre fora assim, se havia se tornado assim ou se te via assim, sei lá porquê. Ou talvez, naqueles cinco ou seis meses, eu tenha te visto como eu queria ver.
Olha só, chegou a hora. Espero que esteja tudo bem aí. Sua família e você. Acho que poderia desejar-te felicidades. É, desejo felicidades a você. Não vá me ligar dizendo que não as aceita, por favor, já disse, cresça. Gosto tanto de você, menino. Você me ensinou tanto. E aprendi, diga-se de passagem, muito. E vou levar para sempre comigo, acredite. Torça, vou torcer também, para que encontre alguma mulher mais insana que eu e que te aguente e ame tanto quanto amei. Ei. É, você de novo, cuide-se, tudo bem? Cuide-se. Acho que não é preciso motivos, nem nada desse tipo. Só seja feliz, eu serei também.
D.C
P.s: Caso encontre-me na ruas, cumprimente-me, sorria e vá embora.
P.s²: Não tenha ódio de mim, o oposto do amor é a indiferença. Ódio é para os fracos.
P.s³: Foi um prazer dividir parte da minha vida com você. Adeus.
P.s do p.s³: Graças a Deus.
Nome do destina(o)tário,
Dizer-lhe-ei o motivo no qual envio esta adorável carta no fim desta. Devo-lhe dizer que amor para mim é tão relativo quanto gosto. Você gosta de futebol, eu gosto de computador. Você gosta dela; eu, bom, não é de você que eu gosto. Não posso dizer-lhe que não te amei. Amei, e como amei. Amei. Ei. É, você mesmo, cresça um pouco, seus quinze anos mais três não lhe fazem um homem. Você precisa mesmo aprender o que é ser homem, poderia te ensinar, acho que sou mais homem que você. É, tenho certeza.
Talvez você esteja se perguntando o porquê desta carta, já lhe disse, no fim. No fim. Argh, fim. Acho que o fim não deveria existir, não é mesmo? É, acho que você concorda comigo. Tudo deveria começar, só. Para que o fim, meu Deus? Para novas pessoas, novos acontecimentos? E por que não acontece tudo d'uma vez. Amores desamores desespero tristezas filhos casamentos namoros namorados adas mãos dadas. O fim deveria ser só a morte, sei lá, sabe. Mas talvez eu entenda Deus. É preciso algo terminar para que outro comece. Mas seria tão melhor se algo começasse enquanto o outro ainda nem terminou? Nossa, isso pouparia quase os sete bilhões de corações existentes no mundo.
As pessoas sofrem tanto com o término de algo e até que outro algo aconteça, dói tanto. Você sabe, né, Deus, como dói. Tantas noites conversei com o Senhor antes de dormir. "Tire esse menino da minha cabeça, Deus," - é, você mesmo - "eu não aguento mais.". Mas Ele nunca tirou. Quem tirou foi você mesmo. Você se deixou escapar de mim. Eu, com minhas mãos pequenas, fui incapaz de segurar-te em mim. Lástima, talvez seja esse o nome. Pensei tanto em como seria. Cheguei até a acreditar que daria mesmo certo. Talvez tenha dado, por uns cinco ou seis meses. Depois a gente se perdeu. A gente. Olha só como me refiro a você e eu agora. Sem nós. O nós se desatou por esses meses que passaram. Deixamos desatar.
Deve ser estranho olhar tanta coisa que antes me lembravam você e não sentir nada. Deve não, é. É esquisito ouvir uma música e lembrar que era a nossa música, mas só. Ao chegar a casa, não há mais você para dizer da música tocando no rádio. Não há nem mais música. Perdeu-se tudo. E culpo você, mas não só você. Culpo a mim por ter aceitado essa insanidade toda. In-sa-ni-da-de. Não há outra palavra para melhor descrever o que fomos. O que passamos. Eu sabia no que daria, mas deixei-me levar por seu jeito bobo. Bobo só no começo. Tornou-se tão igual, menininho, tão diferente do que era. Não sabia se sempre fora assim, se havia se tornado assim ou se te via assim, sei lá porquê. Ou talvez, naqueles cinco ou seis meses, eu tenha te visto como eu queria ver.
Olha só, chegou a hora. Espero que esteja tudo bem aí. Sua família e você. Acho que poderia desejar-te felicidades. É, desejo felicidades a você. Não vá me ligar dizendo que não as aceita, por favor, já disse, cresça. Gosto tanto de você, menino. Você me ensinou tanto. E aprendi, diga-se de passagem, muito. E vou levar para sempre comigo, acredite. Torça, vou torcer também, para que encontre alguma mulher mais insana que eu e que te aguente e ame tanto quanto amei. Ei. É, você de novo, cuide-se, tudo bem? Cuide-se. Acho que não é preciso motivos, nem nada desse tipo. Só seja feliz, eu serei também.
D.C
P.s: Caso encontre-me na ruas, cumprimente-me, sorria e vá embora.
P.s²: Não tenha ódio de mim, o oposto do amor é a indiferença. Ódio é para os fracos.
P.s³: Foi um prazer dividir parte da minha vida com você. Adeus.
P.s do p.s³: Graças a Deus.
11 de julho de 2011
Somewhere between nothing and hundred.
Cem mil palavras não poderiam explicar ao certo o que sentimos. Sentimos, não de estarmos sentindo, mas de termos sentido um dia qualquer. Alguns dias quaisquer. Acho que até por tempo demais. Nós deixamos de dizer algumas coisas, coisas que hoje já não podem serem ditas, simplesmente porque ficaria fora de contexto. Você aí e eu aqui, se dissermos sentir saudades ou amor, não sei, acho que não é isso que precisa ser dito. Cantávamos para sorrir e eu para você dormir. Respirávamos tão lentamente, era quase impossível de se ouvir. Eu quase sempre conseguia e quase sempre sorria ao escutar. Sei lá se era por saber que você estava ali ou por saber que estava vivo ou talvez só por estar respirando mesmo e não se importar com que eu escutasse sua respiração quase sempre ofegante. Era de sua natureza mesmo, respirar pesado, talvez por causa da sinusite. Preferia acreditar que sorria por saber que você era meu, pois se não fosse, não respiraria comigo ao telefone. Prefiro acreditar em tanta coisa que não acontecia pelos motivos que eu pensava acontecer, só para não machucar-me mais. A um tempo atrás, tudo parecia significar ou terminar em "eu amo", seja você, eu ou qualquer coisa. O amor estava quase sempre presente em nós. Nós nos perdemos em meio ao nada e cem. Era como se eu fosse o nada e você o cem, ou vice-versa - não é o valor que cada um tem que está em questão, mas nós nos perdemos em meio a mesma coisa e permanecemos distantes. Nós passamos a respirar mais depressa, com pressa, com tanta rapidez de respirar e falar e fazer e resolver tudo de vez, que acabamos esquecendo do verdadeiro motivo de tudo aquilo. Eu gostaria de continuar e dizer os motivos que nos levaram a prosseguir, mas acabei esquecendo quando tentei salvar algo que já havia se perdido, dessa vez entre o nada e o qualquer coisa.