26 de janeiro de 2010
sentidozinho
Se toda a nossa vida não fosse mais que um sonho, se realmente houvesse, para nós, um futuro diferente da morte. Talvez se o que eu faço hoje me servisse para algo, de alguma maneira, no futuro. Talvez se tudo o que fazemos hoje, realmente, me ajudasse daqui a uns dias. Talvez, se algo disso acontecesse, eu acreditaria que a vida tem algum sentido. Talvez se alguma dessas coisas me servissem, eu poderia pegar todas minhas jóias e jogá-las ao mar, porque nenhum ouro material importa pra mim, porque tudo isso, pra mim, é como se fosse vidro, diante de um mísero sentido pra viver. Apenas um. Eu só precisaria de um pequeno e insignificante - para alguns - sentido pra levantar toda manhã e sorrir. Sorrir como eu jamais sorri antes, abrir a janela, ver aquele sol lindo brilhando lá fora e querer abraçá-lo bem forte, pra tê-lo comigo, iluminando meu caminho. Talvez eu só precise de um mini sentidozinho pra poder ter gosto de viver, de conversar com as pessoas, abraçá-las, dizer à elas que a vida é algo maravilhoso, e que eu agradeço a Deus por ter me dado esse presente tão único. Mas sem esse sentido, esse mini sentido, tão pequeno, talvez sem ele eu realmente não possa fazer nem falar nada disso. Mas cadê esse tão cobiçado sentido que eu e muitos outros precisamos para sorrir ? Cadê todo o sentido da vida, toda a vontade de viver, de sonhar, de agradecer por poder desfrutar do dom impressionante, misterioso e complexo, que é viver !? Talvez ele esteja escondido bem no fundo dos nossos coraçõezinhos negros.