7 de janeiro de 2010

um presente.

Era uma hora da madrugada quando, ao som do meu baixo e desesperado choro, sentei-me na poltrona mostarda do Hall de entrada da minha casa. Pus-me a observar o céu. A Lua Minguante iluminava o jardim e chamava atenção no céu escuro e estranho daquela noite. Haviam nuvens cinzas e monstruosas tentando cobrir, desesperadamente, a lua. Formavam entre si uma coisa, que para mim, aparentemente lembrou-me um buraco negro perverso. Por muito tempo o céu à noite me maravilhava, eu poderia observá-lo por horas a fio. Ultimamente tal espetáculo tem me causado medo. Quando a tardezinha chega e a noite vai se aproximando, o céu escuro toma conta de mim, e a única coisa que me resta é o medo. Noites anteriores a esta, sempre que a escuridão da noite tomava conta de mim, percebi que o céu não estava limpo como sempre, a lua não estava dançando espetaculosamente perfeita no céu. As estrelas não brilhavam ao redor da lua, nem ao menos a prtegiam de qualquer intruso. Notei então, que sempre que o medo estava presente em mim, sempre que a tristeza dava as caras e a saudade me atormentava, o céu respondia e sentia por mim. Ele tomava minhas dores e então, tomava um ar estranho e ruim. Triste e medonho. Decidi então, que não prejudicaria o céu por causa dos mes problemas e minhas tristezas. Decidi que ficaria bem para o bem da noite, da lua e das estrelas. Ficaria bem para espantar as nuvens escuras e ladras da luz da lua. Decidi então, ser feliz de verdade, para não mais ter que ver o céu tão triste como tenho visto nos últimos dias. Percebi que eu poderia mudar a imagem medonha do céu à noite, para uma imagem que sempre me transmitiu calma, que sempre me inspirou e me tirou suspiros e sorriso, que sempre me fez dormir, sabendo que na noite seguinte, eu poderia assistir a tal espetaculo novamente. Decidi dar este presente à noite e a mim.