9 de novembro de 2010

e com você, viajar o mundo

Fechar os olhos, na maioria das vezes, me faz sorrir. Minha mente me leva a lugares em que eu jamais pensei em estar. Faz-me fazer coisas que eu jamais pensei em fazer. Faz-me sorrir, trazendo-te ate mim, de uma maneira que eu nunca cogitei precisar. Fechar os olhos, quase sempre, é o que me mantém viva. Olhar teus olhos assim tão perto dos meus, sentir tuas mãos tão grudadas nas minhas. Poder sorrir com você. Saber que você pode ver o brilho que nasce em meus olhos sempre que eu escuto sua voz. Saber que tudo o que eu sinto, pode ser dito por um olhar, por que eu sei que você vai conseguir decifrar.
- Feche os olhos. - Pedia, quase desesperada de tanta ansiedade.
- Mas para que? - Disse confuso, mas sorrindo, e fechando os olhos lentamente.
- Não vale olhar. Feche esse olho, amor. - Ela brigou, rindo, pedindo que fechasse o olho aberto.
- Tudo bem, tudo bem. Desculpe-me. - Sorriu e fechou os olhos.
- Confia em mim? - Perguntou, sabendo a resposta.
- Ate de olhos fechados. - Disse ele, apontando para seus olhos que enxergavam o escuro naquele momento.
- Ótimo. Então vamos. - Disse ela, sorridente, fechando os olhos também.
- Para aonde? - Perguntou, confuso.
- Cala a boca e me de suas mãos. - Disse, pegando nas mãos do rapaz. - Vamos viajar.
- Você é maluca. - Brincou.
- E a culpa é somente sua. Fique quieto, amor. - Pediu, fazendo bico, mesmo sabendo que ele não enxergaria.
(Silencio)
Sentaram-se em um banco bem tranquilo da praça. Ela encostou sua cabeça em seu ombro, como se pedisse carinho. Ele sabia quando ela o queria. Afagou-lhes o rosto, a olhando como se fosse um diamante. Linda, brilhante e dele. Em sua cabeça, a voz da Shania foi surgindo cantando you're still the one I run to, the one that I belong to. Era a musica deles. Ela sorria feito uma criança que acabara que ganhar sua boneca de presente de Natal. Ele sorria, como um menino que acabara que vencer um campeonato de futebol. Eles sorriam, sabendo que um pertencia ao outro. Seria assim pra sempre. Ela o olhou e sorriu, e com os olhos disse o que ele mais gostava de escutar. Aquelas três palavrinhas que iluminavam seus olhos, iluminavam os dele também. Ela cochichou algo em sua orelha, que o fez sorrir mais ainda. Ele abriu os olhos sorrindo, como se tivesse acabado de sonhar. Ela o olhava seria, mas seus olhos sorriam por ela.
- Podíamos viajar mais vezes desta maneira. - Disse ele, sorrindo e puxando-a para recostar em seu peito.
- Podemos viajar assim sempre que quisermos. - Respondeu, acariciando os dedos do namorado.
- Eu vou a qualquer lugar com você, até mesmo sem nem sair daqui. - Ela o olhou e selou seus lábios. Estar assim com ele talvez seja o que ela mais precisa. Te-la assim tão perto, para ele, é necessário. Seu sorriso o faz sorrir, seus olhos fazem os dele brilharem. E ela, o faz feliz, assim como ele a faz. Todos os dias, viajando ou não. Para sempre.