20 de outubro de 2010

I didn't mean

for this to go as far as it did
And I didn't mean to get so close and share what we did
And I didn't mean to fall in love, but I did
And you didn't mean to love me back, but I know you did
( A Lonely September - Plain White T's)
Era fascinante ver você sorrir assim com os olhos e com os lábios. Seus olhos brilhavam de uma forma magica que me faziam sorrir feito uma boba. Você empurrava o balanço tão alto que me fazia gargalhar. Era fácil demais esquecer o mundo a nossa volta, era fácil demais ser feliz com você. Seus olhos sorriam olhando os meus que olhavam os seus desejando que isso nunca tivesse fim. Quando o balanço voltava, meu coração acelerava por eu achar que iria machucar você, assim como acelerou quando eu ouvi sua voz. Meus pés balançavam da mesma forma que eu senti balançar quando você me tocou. Minha cabeça girava da mesma forma que girou quando seus lábios tocaram os meus. Meus olhos sorriam assim como sorriram quando viram os seus. Eu estava feliz como sempre fui com você. Eu te escreveria uma canção se soubesse rimar. Quem sabe assim, talvez, você saberia o tamanho e a forca que o meu amor tem. Eu roubaria as estrelas pra você, se você quisesse. Eu não pretendia me aproximar tanto, nem dividir tudo que dividimos hoje, mas me aproximei. Dividi com você a coisa mais importante que eu tenho, a maior valiosa, a mais verdadeira. Dividi com você todos os meus dias e todas as minhas noites. Dividi com você os melhores momentos da minha vida. Os meus mais lindos sorrisos sempre foram pra você e por você. O meu coração só acelerava por você, meu corpo inteiro se arrepiava somente por você. Era engraçado saber que você ria da minha cara de criança feliz brincando naquele balanço, mas mal sabia você que ali eu me sentia a pessoa mais completa do universo. Mal sabia você o quanto era bom sentir todas aquelas sensações como eu senti um dia com você. Se eu pudesse fazer um pedido agora, eu pediria que esse momento nunca acabasse. Era fascinante saber que você era meu, e isso ninguém mudaria. Olhar você com aquele seu sorriso torto nos lábios me fazia acreditar na coisa mais impossível de acontecer. Você me olhando assim, me fazia sentir como uma criança que precisava de um pai mais que o ar pra viver. Te olhar assim me fazia ter certeza de que eu nasci pra você, e você nasceu pra mim. Como se só eu pudesse te entender, te arrancar um sorriso. Como se só eu pudesse perceber pela sua voz que havia algo de errado. Como se você só funcionasse comigo, e eu com você. Era fácil demais sentir-me assim perto de você. Era absurdamente engraçado não saber como tudo isso foi acontecer. Mas era mais absurdo ainda não saber o tamanho de todo esse sentimento. Não houve nenhuma declaração direta, mas foi como se eu soubesse que você era meu, sem você nem ter que falar. Impossível ter qualquer duvida sobre toda a magia existente entre nos dois.
- Hã? - Acordei do meu desvaneio ao ouvir sua voz.
- Você esteve de olhos fechados quase todo o tempo, e quando não estava, me olhava com uma cara de idiota apaixonada. - Você sorriu. - Estava pensando no que? - Sorri feliz.
- Em como é absurda e engraçada a forma como eu te amo. - Procurei as palavras. - Em como é absurda e engraçada a felicidade que me causa esses seus olhos castanhos. - Pausa. - E como é absurda e engraçada a vontade que eu tenho de te ter por perto a todo momento. E em como é absurdo e engraçado o jeito que eu fico quando estou com você.
- Sabe de uma coisa? - Fiquei confusa.
- Não, que coisa?
- E absurdamente engraçado o jeito que você diz coisas lindas pra mim, e mais ainda, é absurdamente engraçado o jeito que suas bochechas ficam vermelhas. - Você riu.
- Ah! A culpa é sua por me fazer te amar assim.
- A culpa é sua por ser extremamente encantadora que eu me recusei a recusar esse amor.
- A culpa é sua por... por... ah, a culpa e sua. - Gargalhamos. (Silencio)
- Eu te amo, e a culpa é minha por querer esse amor.
- Eu te amo muito mais, e a culpa é sua por me fazer tão feliz que eu me recuso a recusar esse amor.